
Os índios LAKOTA, das reservas indígenas Sioux, declararam, em 19.12.2007, sua independência dos EUA, rompendo os tratados existentes. E informaram à Família das Nações Unidas que reassumiram a liberdade e a independência sob a lei internacional e dos Estados Unidos da América. Os Lakota - verdadeiro nome dos Sioux, cujos ancestrais mais famosos foram "Touro Sentado" e "Cavalo Louco", declararam ser amantes da liberdade, descompromissados com os Estados Unidos, os quais não teriam cumprido os tratados de 1851 e 1868.
A nação Sioux tem três divisões geográficas distintas, de indígenas falando o mesmo idioma - os Lakota, os Dakota e os Nakota, todos estes três nomes significando "amigo". Seus descendentes vivem em reservas nos estados de Dakota do Norte, Dakota do Sul, Nebraska, Leste do Estado de Wyoming e Montana, no centro-norte dos EUA.
Os ativistas entregaram ao Departamento de Estado americano uma carta assinada por Russel Means, Garry Rowland, Canupa Gluha Mani e Phyllis Young. Segundo este último, militante do movimento separatista, os tratados, de mais de 150 anos, são "palavras sem valor sobre papel sem valor e foram violados em diversas oportunidades para roubar nossa cultura, nossa terra e nossos costumes. Assinamos 33 tratados com os Estados Unidos, que não foram respeitados".
Russel Means (ativista Oglala Lakota) declarou, em entrevista coletiva em Washington, que a independência de Lakota "ocorreu de acordo com a Constituição americana e a ¨Convenção de Viena¨, sendo legalmente válida, nacional e internacionalmente" e que Lakota passava a ser, a partir daquele momento, uma nação soberana. "Não somos mais cidadãos dos Estados Unidos da América e todos que vivem nas regiões dos cinco estados que compreendem nosso território são livres para se unir a nós." Means afirmou mais "que seriam emitidos passaportes e licenças para aqueles que residissem no território indígena e que renunciassem à cidadania americana."
As lideranças Lakota informaram ao Departamento de Estado que declaravam, unilateralmente, a nulidade dos tratados assinados com o governo americano.
Disseram mais que através de sua história e sob a Lei de Reorganização dos Povos Indígenas, de 1934, o Congresso prometeu que iria rever suas propostas, mas não o fez, embora tivesse mantido algumas promessas menores, mas, de modo geral, o tratado não foi honrado. Pois se tivesse sido, não teriam "esse colapso de alcoolismo, abuso de drogas e pobreza e nem as altas taxas de encarcerados na prisões".
Contudo, Rodney Bordeaux, presidente da tribo Sioux Rosebud, discorda e diz que esse não é o desejo de todos os índios e que seu povo não tem qualquer aspiração de secessão. Que a posição deles, discordantes, é que têm de cumprir os contratos. Que isso, sempre lembra ao Congresso.
Uma instituída "Delegação da Liberdade Lakota" não criou nenhum governo provisório, mas declarou que os Sioux devem prosseguir com seus tradicionais sistemas de governo, mas há, até, divergência sobre a criação de uma Capital para a nova República.
Os EUA, ao que se sabe, não estão "nem aí", como diz o vulgo, inclusive, pensamos nós, porque não foram signatários da já célebre Declaração, da ONU, dos Direitos dos Povos Indígenas, de Set/2007. E, se necessário, mandarão para lá, como já o fizeram no passado, forças suficientes para acabar com a pretensão, com a qual jamais concordarão. O hipotético país não é reconhecido pelos EUA, nem internacionalmente (quem se atreve?), nem, mesmo, por diversos membros da tribo Lakota, que não foram representados na proclamação de 19 Dez 2007.